O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Além de gifs animados de gatinhos, o que não falta na internet nesses dias são comentários sobre o mais novo filme de Christopher Nolan: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Se você quiser, pode ouvir esse Rapaduracast aqui. Ou então esse Braincast aqui. Ou ainda esse Nerdcast aqui. Se quiser vídeos, dá pra ver esse aqui que o Omelete fez. Ou então esse aqui do mago do Q4atro Coisas Pablo Peixoto. Se ver e ouvir não for seu lance, dá pra ler essa crítica aqui do Thiago Siqueira no Cinema com Rapadura. Ou essa aqui do Pablo Villaça no Cinema em Cena. Ou ainda essa aqui do Judão. Ou mais ainda essa aqui do Omelete. E tenho certeza que tem muito mais nessa rede de tubos que forma a rede mundial de computadores. Mas se você, por algum motivo absurdo, preza pela minha opinião, deixe um pouco de lado essas 9 abas que você acabou de abrir (pode contar!) e continue lendo. Não preciso dizer que tem TODOS OS SPOILERS DO MUNDO. Eita, precisei…

Se você está lendo isso, ou é um maluco que não liga pra spoilers ou então já viu o filme. Dessa forma não vou ficar contando a história aqui – você já sabe. São só alguns comentários.

Uma coisa há de se ter bem clara: TDKR não é um filme perfeito. Está longe disso. TDKR, entretanto, é um filme FODA. Muito foda. É um filme cheio de erros. Mas é também um filme nota 10. É tão estranho que, na minha cabeça, ele é e não é o melhor dessa trilogia de dois filmes (falando sério, Begins nem conta, é uma piada quase). Talvez tentar explicar isso seja o motivo desse texto. Talvez seja mais importante pra mim do que pra você que está lendo.

Primeiro, os problemas. Tem bastante. Tem furos de roteiro. Tem clichês pra tudo que é lado. Tem algumas coisas que você tem que relevar bastante pra curtir o filme. Alguns exemplos: de que lugar saíram as motos no assalto ao banco? Blake descobre a identidade do Batman com um olhar? Ninguém repara que a volta do Batman coincide misteriosamente com o retorno de Bruce Wayne? Como o Bruce voltou pra Gotham em tão pouco tempo? Como ele teve tempo de fazer o Morcego-flamejante-da-ponte? Que tipo de polícia é essa que corre feito um bando de desesperados pra porrada, sem nenhuma estratégia aparente? E que polícia é essa que passa 3 meses num inferno subterrâneo e saí limpa e barbeada? Furos, falhas e mais furos e falhas. Só pela memória já citei um monte, deve haver muito mais.

E como então um filme desses pode ser bom? É engraçado que cada coisa foda faz você esquecer ou relevar 10 falhas. Acho que o Nolan pensou: “nessa hora eles vão estar tão dominados pelo meu show que vão aceitar tudo que eu mostrar”. Acertou. Vamos por pontos:

Trilha Sonora

Dessa vez Hans Zimmer se superou. A trilha está mais emocionante e impactante que a dos outros dois filmes juntos. Está tão absurdamente foda que não dá pra não dizer que boa parte da empolgação do filme vem da trilha. A combinação Zimmer + Nolan atingiu seu ápice aqui. Não é exagero dizer que metade dos créditos dessa obra vão pra conta de Hans Zimmer. Tá na hora de ganhar um Oscar novamente, já que o primeiro e  último foi em Rei Leão. (Vale a pena conhecer as obras desse cara, fez mais filmes que você conhece do que possa imaginar. Pode conferir nesse Rapaduracast aqui)

Selina Kyle

Talvez eu não seja a melhor pessoa pra falar da mulher-gato, já que fiquei apaixonado pela Anne Hathaway. A maior surpresa do filme. A cena inicial mostra tudo sobre a personagem com apenas um sorriso. O filme não devia nem ter 20 minutos e eu já estava vendido. Tem gente que falou que ela não adiciona nada ao filme, eu já discordo. Acho que ela foi o estopim para o ressurgimento do Batman. É claro que você pode questionar o amor e confiança do Wayne para com ela, mas acho que você também relevaria uma coluna quebrada depois de ver ela naquela roupa de couro, não?

Bane

Todo mundo já sabia que seria impossível superar o Coringa. Talvez seja por isso que gostei tanto do Bane. Eu não esperava nada e acabei conhecendo um cara aterrorizante, que mostra todo o seu poder com uma única frase, também logo no início: “Eles esperam encontrar um de nós aqui, brotha“. Simples assim. Em uma cena você descobre que o cara é tão foda que as pessoas se matam com um sorriso no rosto por ele. Pra mim isso é MUITO aterrorizante. Até a sua voz, que no começo muito me incomodou, ao fim já me dava medo. Respeitando as devidas proporções, é o Darth Vader da nossa época.

Blake

Pela primeira vez um Robin que eu consigo aceitar e respeitar. Pouca coisa, mas que diz muito. Tá certo que ele não precisa se vestir de Robin e que pode utilizar o uniforme do Batman – o que acredito e espero. Só sei que se a Warner resolver continuar a franquia com ele eu não ficaria decepcionado.

Alfred

Deixando de lado praticamente todo o humor que está presente nos outros dois filmes, aqui Alfred é o personagem mais emocionante de todos. Suas tentativas – inúteis – de impedir Bruce, tal qual um pai preocupado, são tocantes. E seu choro nas lápides marejam os olhos de qualquer um. Se isso não vale um Oscar para Michael Caine, eu não sei o que vale.

Bruce

Achei que nesse filme ele teve as melhores motivações pra atuar como Batman. Acho ainda que foi a melhor participação como Bruce Wayne – a cena dele desligando as câmeras fotográficas é impagável. Enquanto nos outros filmes há um pouco mais de humor, nesse o drama é tudo. O Cavaleiro das Trevas Ressurge pra se doar mais ainda por Gotham. Se no primeiro filme o objetivo era vencer o medo, nesse o que importa é ele passar a dar valor para sua própria vida.

Final

Inegavelmente, o principal momento desse filme e de toda a trilogia é o final. Eu não ligo que a explosão da bomba pareça a destruição de Namekusei em Dragon Ball Z. É foda demais. Talvez seja porque eu goste de final feliz e não me importe com clichês, mas não ver o Batman morrer foi bom demais. Depois desse filme e de tudo que ele fez nos anteriores; depois de tudo que ele se doou por essa cidade, morrer seria uma injustiça.

Eu sei que tem muita gente falando que o final seria perfeito se acabasse com o sorriso do Alfred: eu concordo e discordo ao mesmo tempo. Seria um final estilo Inception, só que sem a incerteza se era sonho ou não – ao longo da última parte há diversas evidências de que Bruce Wayne não morreu. Mas é claro que isso iria deixar o filme mais vivo ainda por muito mais tempo: “morreu ou não morreu?”. Seria muito foda.

Mas ao mesmo tempo não seria tão foda quanto foi. Mais uma vez pode ser meu desejo pelo final feliz, mas ao mostrar Bruce Wayne junto com a linda da Selina Kyle, Nolan preferiu nos mostrar não só que ele estava vivo, mas que estava feliz e muito bem, obrigado. Talvez nessa pequena cena, nessa simples troca de olhar, Bruce demonstre pela primeira vez que está verdadeiramente feliz. (Tá certo que deve ter muito difícil fingir ser um bilionário pegador, mas whatever). Não é tão impactante quanto o que poderia ter sido, mas é o que mais me agrada. Eu não queria incertezas, eu precisava dessa confirmação.

É a conclusão épica de uma trilogia de dois filmes. É o filme que eu esperava e que eu queria. O Cavaleiro das Trevas Ressurge é o melhor filme do ano.

O (Des)Espetacular Homem Aranha

(Se você considera opinião Spoiler e não quer ter nenhum preconceito com o filme, nem leia. Mas tomei o cuidado de não revelar nada da trama.)

Coisa Rápida:

Fui ver O Espetacular Homem Aranha e fiquei decepcionado. O filme é muito bem feito, os efeitos especiais são fodas, as atuações são maneiras, mas algumas coisas me incomodaram:

  1. Tudo é muito previsível: Não sei se isso é coisa do roteiro fraco ou dessa mania estúpida de contar as melhores partes dos filmes no trailer. E a história não segue um caminho muito lógico, é o acaso quem dita os acontecimentos. Meh.
  2. O filme parecia um outdoor: odeio quando product placement é mal utilizado: closes imensos num smartphone Xperia lá, pqp. Desnecessário.
  3. PETER PARKER USA BING!!!! Cadê a coerência com a realidade? E, mais uma vez, closes imensos, coisa de 10 segundos mostrando aquela porra de logo do inferno.

Sei lá, queria ter gostado mais, queria ter saído do cinema no mesmo estado de Os Vingadores. Não foi. O filme não é ruim, mas também não é tão bom.

Acho que vale o ingresso, dá pra se divertir bastante. A Emma Stone merece um prêmio de  SUA LINDA. O Peter Parker tá bem humorado – e acho que o Andrew Garfield fez um trabalho melhor que o anterior. Tem algumas cenas em que você tem a visão do Spider Homem e que são de arrasar. Eu só esperava um filme mais coerente e não tão previsível e cheio de clichês. Não acho que é pedir demais.

Ah, tem cena pós-créditos. E o 3D não acrescenta muito, pelo menos não percebi quase nada que justifique o desconforto dos óculos e o preço maior.

Primeiro dilema pós-Kindle.

Eu botei aqui alguns comentários sobre o Kindle, meu mais novo gadget favorito da vida. Hoje me encontro no primeiro dilema pós-kindle: se compro um livro digital ou escolho a cópia natural, física. O livro em questão é Casa Nobre, do James Clavell – o autor de um dos melhores livros que já tive o prazer de ler: Shogun! (em português foi escrito Xógum: a gloriosa saga do Japão, meio tosco, mas esse livro comprova que NÃO se deve julgar um livro pela capa).

O problema de Casa Nobre é que atualmente ele está esgotado aqui no Brasil: só achei na Estante Virtual. Eu não tenho problemas com livros usados, já comprei vários – em fato, talvez meu livro favorito, TOP 1 mesmo, foi comprado num Sebo por R$ 5,00: O Caso dos Dez Negrinhos, da Agatha Christie, que hoje é chamado de E não sobrou nenhum (pra meu desgosto eterno). Voltando ao assunto, o caso é o seguinte: antes eu não tinha a opção do ebook, então ou teria de importar ou comprar no Sebo. Agora eu tenho. Como é que fica?

As opções são as seguintes:

  1. Comprar usado na Estante Virtual: a que mais me agrada, pra falar a verdade. A pena é que as edições já são velhas, coisa de 1987, o que interfere bastante no estado de conservação. Confio mais nos vendedores dali do que no Mercado Livre, mas mesmo assim…
  2. Comprar o livro importado: também é interessante, mas vou acabar tendo aquele problema de perder palavras, e não é algo que queria fazer nesse tipo de livro, que fala muito sobre a cultura do lugar.
  3. Comprar o ebook: sai mais barato que comprar no Brasil, mesmo comprando no sebo. E não tem tempo de frete.
  4. Pegar na locadora bit.torrent mais próxima: não sou moralista, mas sei lá… estranho.

Mais sobre o Ebook: na Amazon ele sai por US$ 8,57, o que deve sair por uns R$ 20; comparado ao importado dá uma diferença interessante quando se considera o frete. E não precisa esperar nada.

Mas o maior problema em comprar o ebook é esse: vou poder emprestar esse livro depois? Eu li esse artigo aqui do GizmodoBR que fala o seguinte:

Um pequeno grupo de livros é “emprestável”, por um período de 14 dias, para qualquer pessoa usando Kindle em qualquer aparelho. É responsabilidade das editoras autorizar, ou não, o empréstimo dos seus livros. (…) O processo do empréstimo é incrivelmente fácil: basta clicar no botão “Loan this book” (“Emprestar este livro”) e preencher o nome e email da pessoa para quem você quer emprestar, além de incluir um recado opcional. A outra pessoa terá 7 dias para aceitar o empréstimo e, depois disso, mais 14 dias para ler o livro antes que ele desapareça do aparelho, possivelmente em uma fumaça de e-ink preta.

Alguns livros possuem essa possibilidade, e como não diz nada na descrição do produto na Amazon, eu acho que não dá. Que merda. Não é como se fosse possível emprestar o Kindle de uma vez para a pessoa (falei que viciei nele). Daí eu vou ter que comprar e, meu irmão que quer ler também,  vai ter que gastar em mais um? Que merda. Daí o barato sai caro, mais caro que o preço da versão em papel.

Então compra na Estante Virtual, você deve estar pensando (e eu também, diga-se de passagem). Mas, só tem uma coisinha. Casa Nobre tem 1478 páginas (até aí tudo bem, não é o primeiro tijolo da estante) e cerca de 1,6kg. Eu vou dizer que depois da praticidade do Kindle, ler um livro assim, principalmente antes de dormir, não me parece muito interessante… é tipo aquele “o que foi visto jamais será des-visto”; quando você se acostuma com algo é mais difícil de voltar a trás (faz um mês que leio exclusivamente no Kindle, 4 livros e contando).

Que merda, não? Eu quero ler no Kindle, mas também quero emprestar. E também quero mais um livro na estante… Se eu comprar o livro na Estante Virtual, será que eu não tenho uma espécie de direito de “alugar” no bit.torrent mais próximo?

Netflix!

Já faz alguns meses que comecei a assinar o Netflix e tá na hora de falar um pouco a respeito. Pra quem não sabe, o Netflix é um serviço de streaming de vídeo on-demand, ou seja, é quase como um torrent, só que legalizado, automático e com mais algumas coisinhas. Funciona assim: você procura no acervo, escolhe o filme ou série, dá play e pronto. Depois de uma carregadinha você já começa a aproveitar.

Bacana, não? Pois é, mas nem tudo são flores. Como a exibição de conteúdo só acontece mediante acordos entre a Netflix e as empresas detentoras dos direitos de distribuição, o acervo não vai ter tudo aquilo que você encontra na locadora BitTorrent mais próxima. Mas tem bastante coisa boa, e é sobre isso que esse post vai falar. Mas calma lá, tudo ao seu tempo.

Um pouco mais de informações: o Netflix funciona praticamente em tudo que se conecta à internet que você possa imaginar. Tem versão de browser, tipo o site mesmo, tem app pra iPhone, iPad, Android, XBox, PS3 e até instalado em algumas SmartTVs. Pra utilizar é bem simples, é só fazer um cadastro e testar grátis por um mês. Se não gostar, é só cancelar a assinatura. Se você aprovar, a partir do segundo mês será cobrado uma taxa mensal ABSURDA de 15 reais por mês. Isso mesmo, 15 dilmas, praticamente dinheiro de pinga.

Agora vamos ao que interessa, o conteúdo. Usar a Netflix é praticamente voltar à locadora. Você precisa fazer aquela procura antes de se decidir por algum título até achar o ideal. Não espere encontrar todos os lançamentos, na real não espere muito por lançamentos. A maior parte do acervo é de títulos antigos, mas isso não é necessariamente ruim. Tem muita coisa boa por aí que contínua foda e a gente nem sabe que existe…

Nesses meses de uso me deparei com algumas coisas muito boas. Aqui vai uma lista  de filmes e séries recomendados:

1. A felicidade não se compra

“Quando um anjo da guarda encontra George Bailey desesperado e disposto a pular de uma ponte, ele mostra a George como teria sido sua vida se ele não tivesse nascido.”

Um clássico de 1946 que é simplesmente fabuloso. Muito bonito e a história é de chorar. Não tenham preconceito porque é velho e em preto-e-branco. Vale a pena.

2. Gênio Indomável

“Quando professores descobrem que um simples servente é um gênio da matemática, um terapeuta ajuda o jovem a confrontar os demônios que impedem seus desenvolvimento.”

Filme vencedor de 2 Oscars é uma história BEM interessante e comovente.

3. Perfume de Mulher

Esperando ganhar algum dinheiro durante o feriado de Ação de Graças, um estudante pobre concorda em cuidar de um coronel aposentado, que é cego e muito rabugento.”

Sério gente, um dos melhores filmes que eu já vi. Rendeu ao Al Pacino o seu único Oscar de Melhor Ator (totalmente merecido). A cena do Tango é icônica.

4. Annie Hall (Noivo Neurótico… Bleh!)

“A comédia romântica de Woody Allen revela o relacionamento entre o escritor neurótico Alvy Singer e a cantora aspirante Annie Hall.”

Não sei nem o que falar, mas é um filme que tem um jeito diferente e é muito bem humorado. 

5. LOST

“Com a queda de um avião em uma ilha deserta, pessoas dos mais variados tipos terão que se adaptar a seu novo lar e enfrentar as forças enigmáticas da ilha.” 

Bom, sou meio suspeito pra falar, mas LOST é a minha série favorita ever e tá completa aqui. Só por ela já vale a assinatura.


Bom gente, espero que tenham gostado. Ainda tem muito mais coisa boa na Netflix e conforme eu for achando vou postando aqui. Bêjo do gordo e até mais!

Readability: Read Comfortably – Anytime, Anywhere.

Ultimamente descobri que sou um grande entusiasta em tecnologia. Descobri que gadgets, como iPads e Kindles despertam e muito a minha atenção e são assuntos que me entretém no meu tempo livre. Essa semana, entretanto, fiquei surpreso ao descobrir um software que me fez ter aquele efeito meio Apple: algo que você passou sem uma vida inteira que, após um ou dois dias, torna-se indispensável. Estou falando do Readability.

Esse programa/site/app/serviço faz algo bem simples: sabe quando você entra numa página que é toda poluída por anúncios, ou então o texto é muito pequeno de ler? Então, o Readability pega texto principal e coloca-o numa, digamos assim, nova página, com uma formatação muito mais agradável para a leitura. Ainda há outras opções caso você não goste da padrão. A principal vantagem disso é manter o seu foco no que interessa: o texto, haja vista que não há um anúncio chato piscando ali do lado nem nada disso, tornando assim a leitura mais rápida e ajudando a você reter mais informação.

Outra funcionalidade interessante é você poder salvar os artigos que você leu na sua conta do Readability, assim fica mais fácil procurar aquele texto que você leu semana passada – é só digitar alguma palavra chave e pronto. Além do mais, você pode favoritar um texto e esse fica numa categoria distinta para procura, da mesma maneira que funciona no GMail e no GReader.

O maior atrativo, porém, e o que eu mais uso, é o “Read Later”. Assim como todo o resto, é bem simples: você abre o texto que quer ler e clica num plugin no seu navegador e seleciona a opção “Read Later”. Pronto. O texto é salvo na sua conta e pronto pra ser lido quando você quiser, no computador que você estiver. Esse recurso tornou-se muito importante pra mim, já que eu assino os feeds de apenas alguns poucos sites e blogs, e resolvi cancelar a assinatura daqueles que postavam demasiadamente durante o dia. Agora ficou muito mais simples: eu entro em algum determinado site e se acho algo interessante e não tenho como ler na hora, mando direto no “Read Later” e deixo salvo pra ler em outro momento. Simples assim. Dessa forma eu nunca mais deixei de ler um texto simplesmente por esquecer de voltar ao site ou algo do tipo – fica tudo lá, salvadinho.

Mas é claro que ele não faz só isso: você pode também enviar esses textos para um Kindle, também com um simples click do mouse, e ler no conforto da sua poltrona – vale ressaltar que essa funcionalidade aumentou – e MUITO – a minha vontade de comprar um Kindle. Fico até pensando: antes de sair de casa marco todas as notícias que ainda quero ler e mando tudo pro Kindle e vou lendo dentro do ônibus. Que maravilha. Sem gastar com internet ou se preocupar com o sinal 3G.

Outro recurso é você poder mandar links do que você quiser ler por email – o que é bem interessante se você estiver em computadores públicos. Você só precisa colar os links no corpo do email e mandar para o seu endereço de email que o Readability te fornece e pronto, fica tudo salvado. (tipo, eu não tinha testado ainda e literalmente acabei de fazer o teste e funciona, awesome.)

O Readability é um produto focado em pessoas que gostam de ler, principalmente na internet. Além disso, é uma maneira bacana de organizar aquilo que você quer consumir online sem poluir os seus favoritos. Eu não havia mencionado ainda, mas compartilhar esses textos também é muito fácil, coisa de 2 clicks. Posso dizer que esse é um app que eu nunca mais vou deixar de usar – a partir dele eu comecei a ler mais e prestar mais atenção no que realmente importa na internet. Pelo que me falaram existem outros apps do tipo por aí, como o Instapaper, mas esse eu nunca usei então não posso falar nada. Readability eu uso, aprovo e recomendo. Vale a pena dar uma chance.

Você pode aprender mais e encontrar o Readability aqui!

Semanas 03/04/05 – Sharpe em Trafalgar, A Presa e os Fuzileiros de Sharpe #52livros

Gente, que vergonha – faz um bom tempo que não dei as caras por aqui. Mas deixa isso pra lá.

Vou fazer um post triplo agora, falando um pouco sobre os últimos três livros que li. Todos do Bernard Cornwell, claro. Todos do Sharpe, óbvio. (:

Sharpe em Trafalgar

Esse livro é diferente. Ao contrário dos outros, aqui não existe uma batalha em terra firme, não existe um exército britânico. O que existe é a marinha e uma batalha naval. Talvez seja por isso que achei esse o livro mais fraco de todos – sem falar que a orelha do livro conta praticamente metade da história, o que me deixou bem desanimado. É claro que o Cornwell criou personagens bem marcantes, como o comandante Chase e a Lady Grace, mas o livro é muito arrastado – tal qual o movimento de um navio. Foram poucas as coisas que eu gostei, mas ainda assim vale muito a pena ler pelo realismo da batalha de Trafalgar, uma coisa absurdamente interessante.

Ah, uma coisa: acho que eu tive muitos problemas porque não entendo nada de navio, não sei que lado é bombordo ou estibordo, nem como se chama uma determinada parte da embarcação, então fiquei perdido. Se você conhece e gosta do assunto, então vais gostar muito mais do que eu. Não é que seja ruim, mas é que todos os livros do Sharpe são demais, e eu esperava um pouco mais.

A Presa de Sharpe

Sharpe de volta à terra firme! Que livro gostoso de ler. Fiquei muito mais satisfeito com esse do que com o anterior. Começando por sabermos um pouco mais da infância de Sharpe. Além disso, o livro pincela rapidamente a situação que ele enfrenta no novo pelotão dos Fuzileiros, haja vista que agora ele é um oficial subido das fileiras, algo nada fácil. Mas não é aí que o livro brilha – é aonde a história se passa: Copenhague. A cidade e seu povo são tratados de uma maneira muito bonita no livro, confesso que fiquei com muita curiosidade de conhecer um dia o lugar. O livro trata ainda sobre a espionagem nas guerras napoleônicas e o suborno oferecido por britânicos, além é claro de elucidar um pouco mais a participação política nas guerras. O livro é foda e os personagens são bem marcantes – não há do que reclamar.

Os Fuzileiros de Sharpe

Esse, meus amigos, é até agora o melhor livro do Sharpe que eu já li, e confesso que possa ser até um dos melhores do autor. Tenho uma preferência por conflitos humanos do que por batalhas fantásticas, e esse livro fala muito disso. A relação entre os Fuzileiros e o oficial promovido Sharpe é simplesmente sensacional – todas as dificuldades e conquistas estão ali. Além disso o conflito pessoal do próprio Sharpe, que não sabe ainda lidar com seus subordinados, rouba a cena – talvez esse seja o ponto alto do livro.

Não há como deixar de fora que esse, dentre todos os livros, é o primeiro cujo inimigo são os franceses (não vou contar Trafalgar, porque lá era a Marinha Britânica e não o Exército que lutou – e convenhamos, ao ler Sharpe você pensa em exércitos e Napoleão e seu exército, e não nos almirantes que participaram da luta). É ainda a nossa primeira visão de como é um país ocupado por franceses, no caso a Espanha.

Bom, não vou contar mais nada aqui, se você se interessou, pode pegar e ler. Talvez eu não tenha mencionado, mas os livros de Sharpe possuem começo, meio e fim, então é tranquilo conhecer o personagem pelo sexto livro, por exemplo – talvez você vai perder um ou outro detalhe, mas nada que comprometa a história. Na verdade, acho que é isso que eu indico – se você ainda não leu Sharpe, comece pelo sexto livro: se você gostar, pode ir acompanhando os seguintes. Se você gostar muito, leia os anteriores. O nosso único problema é que de 21 livros, só 9 foram traduzidos para português – estou pensando seriamente em pegar os outros 12 em inglês mesmo.

Bom pessoal, valeu pela leitura. A postagem aqui anda meio escassa, mas o projeto de 52 livros no ano continua. Vamos ver até onde eu consigo chegar. Eu até pensei que, agora com a volta da faculdade, talvez seja mais difícil de ler um livro por semana – aí eu pensei que se não der certo vou tentar ler meus livros favoritos em inglês, ou seja: O Hobbit & O Senhor dos Anéis além da heptologia Harry Potter – o que vocês acham?