[TECH] O mundo de Tony Stark está mais próximo do que você imagina.

Eu já disse aqui antes o quão entusiasta eu sou por tecnologia e nessa semana eu tive alguns pensamentos que me deixaram meio doidos. A gente sempre imagina quão interessante vai ser o futuro, quais serão as novas tecnologias e como nós viveremos com ela. Muitos vídeos tentam nos dar um preview de como esse mundo será. Vou colocar dois links aqui, um sobre a visão da Microsoft e outro onde o vidro faz toda a diferença.

Mas a minha visão de futuro é talvez um pouco diferente e pra tentar explicá-la vou falar um pouco de Tony Stark. Não, não acho que todos nós teremos uma armadura de ferro com poder nuclear e seremos defensores do mundo (ou então simplesmente vamos voando para a faculdade ao invés de pegar ônibus), mas de algo que sempre me chamou muita atenção nos filmes e que eu sonho que um dia vire realidade – e eu acho que esta realidade já está se modelando. O vídeo não é dos melhores, mas mostra bem o que quero passar:

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[TECH] A melhor estratégia pra atrair desenvolvedores é da Microsoft

Eu não disse que a Microsoft tá com tudo nesse ano? Pois bem, tá aí mais um belo exemplo.

Vou reproduzir aqui a matéria que vi na Exame:

Microsoft usa bacon para recrutar desenvolvedores

São Paulo – A Microsoft escolheu uma estratégia inusitada para recrutar novos desenvolvedores para o Kinect, sua mais recente aposta em videogames. A empresa decidiu oferecer nada menos que fatias de bacon tostadas e suculentas para atrair a atenção de alguns dos profissionais das concorrentes Amazon e Google.

Segundo matéria do Seattle Times, a ideia partiu da agência de publicidade Wexley School for Girls. A ação teve como tema “Wake up and smell the future” (“acorde e sinta o cheiro do futuro”, em tradução direta).

A campanha contou com uma churrasqueira pilotada por promoters da empresa diante dos escritórios da Amazon e da Google, que serviram aos visitantes pedaços generosos do aperitivo.

A ideia da Microsoft é dobrar seu time de densenvolvedores do Kinect para Windows de 35 para 70 pessoas. A Microsoft confirmou, por meio de post em seu blog oficial, que a tecnologia do Kinect, o sensor de movimento do videogame Xbox 360, será otimizada para PCs na forma de um hardware especial.

Hahaha, demais! Só coloquei aqui porque achei que era a cara do Blog =]

A diferenciação é não diferenciar-se

Se teve algo mais falado que o Ice Cream Sandwich nos últimos dias no universo Android, esse algo foi a fragmentação. Esse é o maior desafio que o Google enfrenta com a plataforma, por um motivo simples: a fragmentação não é amiga dos desenvolvedores. E são os apps que comandam as plataformas.

Numa entrevista ao Engadget*, o CEO da Nokia Stephen Elop comenta sobre a fragmentação e customização do Android. Seu ponto de vista foi óbvio: totalmente contra. Seus argumentos fazem sentido: toda vez que você usa um Android diferente você precisa re-aprender a utilizar certas ferramentas. Além disso, as customizações não ajudam a fortalecer a marca Android, fornecendo uma experiência de usuário única e consistente. As empresas tentam valorizar tanto o Android quanto a sua customização, o que é conflitante na cabeça do usuário – “tá, eu to usando um Android ou um Motoblur? Porque o meu Android é diferente daquele do meu vizinho?”.

Pra dizer a verdade, as customizações não fazem o menor sentido. As mudanças aplicadas geralmente são para pior. Outro ponto importante é que essa vontade maníaca de customizar atrasa as atualizações de dispositivos – quando elas ocorrem, btw. Eu não consigo ver isso como uma vantagem competitiva a longo prazo e é um ponto sempre abordado pelos sites especializados, formadores de opinião.

A grande sacada, o que realmente diferenciará uma empresa de outra nesse mercado, é não se diferenciar-se. Pelo menos nas customizações. Se a Motorola desistisse do seu Motoblur (ou sei lá como é o atual nome dessa merda) e focasse em hardware e alguns apps exclusivos, será que não venderia mais? Eu aposto que sim. Olhe o Droid RAZR, por exemplo, um hardware fantástico, mas um smartphone que já nasceu velho. Focando no hardware, nas vantagens exclusivas e não nas customizações parece ser o caminho certo.

Essa é a estratégia adotada pelas fabricantes de aparelhos com Windows Phone – diferenciar-se no que realmente importa, trazendo vantagens reais aos consumidores, mantendo um ecossistema único e propício ao desenvolvimento de aplicativos. A Nokia por exemplo, conseguiu diferenciar-se de todas as outras fabricantes apenas com hardware e apps exclusivos. Será que isso é muito difícil de ser atingido pelas empresas? Ultimamente parece que tivemos a corrida da finura, pra ver que empresa apresentava o aparelho mais fino do mercado. Isso realmente é um grande diferencial competitivo? Porque o iPhone ainda é grossinho e vende feito água e, além disso, o Nokia Lumia 800 é mais grosso que a média mas causa suspiros – tanto em reviewers quanto em consumidores.

Mas aí você me diz: “mas o Android já vendeu mais de 200 milhões de aparelhos”. Então porque é o Android o sistema operacional que mais causa preocupação nos desenvolvedores? O ICS é um ótimo sistema, talvez até melhor que o iOS – mas a maior dúvida é: como ele será nas mãos da Samsung ou da Motorola? Será essa Coca Cola toda que o TheVerge anunciou (nota 10)? Dúvido.

Meu ponto é: essa diferenciação adotada pelas empresas traz mais desvantagens do que benefícios aos consumidores. Focar no que nós queremos e iremos utilizar e que daremos mais valor (como uma atualização universal de dispositivos) faz muito mais sentido do que uma customização de interface. Se eu fosse comprar um Android, não é a customização que me chama atenção, mas o hardware, o design e a marca que carrega esse Android. A customização geralmente passa despercebida, parece até um presente – de grego.

Agora, será que vale um bacon?

Customizações: Mais atrapalham do que ajudam. Clientes não escolhem pela mais boa, mas sim pela menos pior. Não vale nem um vegan bacon.

*Você já pensou no tamanho que esse site possui??? Os caras entrevistaram um dos CEO’s mais importantes do mundo. Um site! Os tempos são realmente outros. Isso sim demonstra o poder que a Internet vai ter em nossas vidas – estamos vendo apenas o começo.

[TECH] O ano da Microsoft

Contaminado pelo spam promovido pela Boo Box em favor do seu dono, Marco Gomes, resolvi votar no Prêmio INFO melhores do ano. Foram várias perguntas e confesso que em algumas não tinha a menor ideia em quem votar. Na categoria melhor empresa do ano tive minhas maiores indagações – não sabia se escolhia Apple ou Microsoft. Depois de fazer um retrospecto mental rápido acabei escolhendo a segunda. Vou listar aqui os pontos que eu considerei mais importante nesse ano para as duas empresas: Continuar lendo

[TECH] A importância dos Reviews

Se tem um assunto que chama minha atenção, esse assunto é tecnologia. Todos os dias eu entro no Engadget, Phone Arena, TechnoBuffalo, GSM Arena, Gizmodo, MacMagazine, Tecnoblog, Google Discovery e TechTudo. É claro que não leio tudo, apenas o que me interessa, mas geralmente leio os reviews de produtos interessantes, como novos smartphones e tablets – a propósito, aí vai uma dica: ao ler um review, sempre comece pela conclusão – se for interessante, leia o resto. Se não for, nem se incomode. Ler um review com certeza ajuda na hora de escolher um gadget, mas muitas vezes passamos a valorizar um aspecto que não é tão interessante pra nós só porque é importante para o autor do review. Continuar lendo

[WEB] The Web is Dead. Long Live the Internet

Segue abaixo a minha resenha para o artigo “The Web is Dead. Long live the Internet” publicado pela revista Wired em agosto do ano passado, de autoria do meu novo guru de internet, Chris Anderson e de Michael Wolff. O texto (em inglês) traz implicações interessantes sobre o futuro da internet e vale a pena ser lido. Muito embora seja fruto de um trabalho acadêmico, coloquei algumas opiniões e exemplos que extrapolam o conteúdo do texto, então acho que cabe colocar aqui.

Afirmar que passamos o dia inteiro conectados e que a internet é um dos recursos mais utilizados no mundo de hoje não é um exagero. Nunca utilizamos tanto a internet, seja pra ver vídeos no YouTube, jogar online na Xbox Live ou então acessar inúmeros apps em nossos smartphones. Passamos o dia inteiro na internet, mas muito pouco dele na web, em sites tradicionais (no browser em si).

Isso está acontecendo porque os consumidores estão escolhendo plataformas mais simples que adequam-se melhor à seus estilos de vida. A estrutura aberta está dando lugar a um sistema semi-fechado, no qual o controle das informações não fica restrito à poucas empresas (Google, Microsoft), mas a milhões de fornecedoras de conteúdo no mundo, como a Rovio, por exemplo, produtora do popular (e simples!) jogo Angry Birds. Continuar lendo