Readability: Read Comfortably – Anytime, Anywhere.

Ultimamente descobri que sou um grande entusiasta em tecnologia. Descobri que gadgets, como iPads e Kindles despertam e muito a minha atenção e são assuntos que me entretém no meu tempo livre. Essa semana, entretanto, fiquei surpreso ao descobrir um software que me fez ter aquele efeito meio Apple: algo que você passou sem uma vida inteira que, após um ou dois dias, torna-se indispensável. Estou falando do Readability.

Esse programa/site/app/serviço faz algo bem simples: sabe quando você entra numa página que é toda poluída por anúncios, ou então o texto é muito pequeno de ler? Então, o Readability pega texto principal e coloca-o numa, digamos assim, nova página, com uma formatação muito mais agradável para a leitura. Ainda há outras opções caso você não goste da padrão. A principal vantagem disso é manter o seu foco no que interessa: o texto, haja vista que não há um anúncio chato piscando ali do lado nem nada disso, tornando assim a leitura mais rápida e ajudando a você reter mais informação.

Outra funcionalidade interessante é você poder salvar os artigos que você leu na sua conta do Readability, assim fica mais fácil procurar aquele texto que você leu semana passada – é só digitar alguma palavra chave e pronto. Além do mais, você pode favoritar um texto e esse fica numa categoria distinta para procura, da mesma maneira que funciona no GMail e no GReader.

O maior atrativo, porém, e o que eu mais uso, é o “Read Later”. Assim como todo o resto, é bem simples: você abre o texto que quer ler e clica num plugin no seu navegador e seleciona a opção “Read Later”. Pronto. O texto é salvo na sua conta e pronto pra ser lido quando você quiser, no computador que você estiver. Esse recurso tornou-se muito importante pra mim, já que eu assino os feeds de apenas alguns poucos sites e blogs, e resolvi cancelar a assinatura daqueles que postavam demasiadamente durante o dia. Agora ficou muito mais simples: eu entro em algum determinado site e se acho algo interessante e não tenho como ler na hora, mando direto no “Read Later” e deixo salvo pra ler em outro momento. Simples assim. Dessa forma eu nunca mais deixei de ler um texto simplesmente por esquecer de voltar ao site ou algo do tipo – fica tudo lá, salvadinho.

Mas é claro que ele não faz só isso: você pode também enviar esses textos para um Kindle, também com um simples click do mouse, e ler no conforto da sua poltrona – vale ressaltar que essa funcionalidade aumentou – e MUITO – a minha vontade de comprar um Kindle. Fico até pensando: antes de sair de casa marco todas as notícias que ainda quero ler e mando tudo pro Kindle e vou lendo dentro do ônibus. Que maravilha. Sem gastar com internet ou se preocupar com o sinal 3G.

Outro recurso é você poder mandar links do que você quiser ler por email – o que é bem interessante se você estiver em computadores públicos. Você só precisa colar os links no corpo do email e mandar para o seu endereço de email que o Readability te fornece e pronto, fica tudo salvado. (tipo, eu não tinha testado ainda e literalmente acabei de fazer o teste e funciona, awesome.)

O Readability é um produto focado em pessoas que gostam de ler, principalmente na internet. Além disso, é uma maneira bacana de organizar aquilo que você quer consumir online sem poluir os seus favoritos. Eu não havia mencionado ainda, mas compartilhar esses textos também é muito fácil, coisa de 2 clicks. Posso dizer que esse é um app que eu nunca mais vou deixar de usar – a partir dele eu comecei a ler mais e prestar mais atenção no que realmente importa na internet. Pelo que me falaram existem outros apps do tipo por aí, como o Instapaper, mas esse eu nunca usei então não posso falar nada. Readability eu uso, aprovo e recomendo. Vale a pena dar uma chance.

Você pode aprender mais e encontrar o Readability aqui!

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Semanas 03/04/05 – Sharpe em Trafalgar, A Presa e os Fuzileiros de Sharpe #52livros

Gente, que vergonha – faz um bom tempo que não dei as caras por aqui. Mas deixa isso pra lá.

Vou fazer um post triplo agora, falando um pouco sobre os últimos três livros que li. Todos do Bernard Cornwell, claro. Todos do Sharpe, óbvio. (:

Sharpe em Trafalgar

Esse livro é diferente. Ao contrário dos outros, aqui não existe uma batalha em terra firme, não existe um exército britânico. O que existe é a marinha e uma batalha naval. Talvez seja por isso que achei esse o livro mais fraco de todos – sem falar que a orelha do livro conta praticamente metade da história, o que me deixou bem desanimado. É claro que o Cornwell criou personagens bem marcantes, como o comandante Chase e a Lady Grace, mas o livro é muito arrastado – tal qual o movimento de um navio. Foram poucas as coisas que eu gostei, mas ainda assim vale muito a pena ler pelo realismo da batalha de Trafalgar, uma coisa absurdamente interessante.

Ah, uma coisa: acho que eu tive muitos problemas porque não entendo nada de navio, não sei que lado é bombordo ou estibordo, nem como se chama uma determinada parte da embarcação, então fiquei perdido. Se você conhece e gosta do assunto, então vais gostar muito mais do que eu. Não é que seja ruim, mas é que todos os livros do Sharpe são demais, e eu esperava um pouco mais.

A Presa de Sharpe

Sharpe de volta à terra firme! Que livro gostoso de ler. Fiquei muito mais satisfeito com esse do que com o anterior. Começando por sabermos um pouco mais da infância de Sharpe. Além disso, o livro pincela rapidamente a situação que ele enfrenta no novo pelotão dos Fuzileiros, haja vista que agora ele é um oficial subido das fileiras, algo nada fácil. Mas não é aí que o livro brilha – é aonde a história se passa: Copenhague. A cidade e seu povo são tratados de uma maneira muito bonita no livro, confesso que fiquei com muita curiosidade de conhecer um dia o lugar. O livro trata ainda sobre a espionagem nas guerras napoleônicas e o suborno oferecido por britânicos, além é claro de elucidar um pouco mais a participação política nas guerras. O livro é foda e os personagens são bem marcantes – não há do que reclamar.

Os Fuzileiros de Sharpe

Esse, meus amigos, é até agora o melhor livro do Sharpe que eu já li, e confesso que possa ser até um dos melhores do autor. Tenho uma preferência por conflitos humanos do que por batalhas fantásticas, e esse livro fala muito disso. A relação entre os Fuzileiros e o oficial promovido Sharpe é simplesmente sensacional – todas as dificuldades e conquistas estão ali. Além disso o conflito pessoal do próprio Sharpe, que não sabe ainda lidar com seus subordinados, rouba a cena – talvez esse seja o ponto alto do livro.

Não há como deixar de fora que esse, dentre todos os livros, é o primeiro cujo inimigo são os franceses (não vou contar Trafalgar, porque lá era a Marinha Britânica e não o Exército que lutou – e convenhamos, ao ler Sharpe você pensa em exércitos e Napoleão e seu exército, e não nos almirantes que participaram da luta). É ainda a nossa primeira visão de como é um país ocupado por franceses, no caso a Espanha.

Bom, não vou contar mais nada aqui, se você se interessou, pode pegar e ler. Talvez eu não tenha mencionado, mas os livros de Sharpe possuem começo, meio e fim, então é tranquilo conhecer o personagem pelo sexto livro, por exemplo – talvez você vai perder um ou outro detalhe, mas nada que comprometa a história. Na verdade, acho que é isso que eu indico – se você ainda não leu Sharpe, comece pelo sexto livro: se você gostar, pode ir acompanhando os seguintes. Se você gostar muito, leia os anteriores. O nosso único problema é que de 21 livros, só 9 foram traduzidos para português – estou pensando seriamente em pegar os outros 12 em inglês mesmo.

Bom pessoal, valeu pela leitura. A postagem aqui anda meio escassa, mas o projeto de 52 livros no ano continua. Vamos ver até onde eu consigo chegar. Eu até pensei que, agora com a volta da faculdade, talvez seja mais difícil de ler um livro por semana – aí eu pensei que se não der certo vou tentar ler meus livros favoritos em inglês, ou seja: O Hobbit & O Senhor dos Anéis além da heptologia Harry Potter – o que vocês acham?