O (Des)Espetacular Homem Aranha

(Se você considera opinião Spoiler e não quer ter nenhum preconceito com o filme, nem leia. Mas tomei o cuidado de não revelar nada da trama.)

Coisa Rápida:

Fui ver O Espetacular Homem Aranha e fiquei decepcionado. O filme é muito bem feito, os efeitos especiais são fodas, as atuações são maneiras, mas algumas coisas me incomodaram:

  1. Tudo é muito previsível: Não sei se isso é coisa do roteiro fraco ou dessa mania estúpida de contar as melhores partes dos filmes no trailer. E a história não segue um caminho muito lógico, é o acaso quem dita os acontecimentos. Meh.
  2. O filme parecia um outdoor: odeio quando product placement é mal utilizado: closes imensos num smartphone Xperia lá, pqp. Desnecessário.
  3. PETER PARKER USA BING!!!! Cadê a coerência com a realidade? E, mais uma vez, closes imensos, coisa de 10 segundos mostrando aquela porra de logo do inferno.

Sei lá, queria ter gostado mais, queria ter saído do cinema no mesmo estado de Os Vingadores. Não foi. O filme não é ruim, mas também não é tão bom.

Acho que vale o ingresso, dá pra se divertir bastante. A Emma Stone merece um prêmio de  SUA LINDA. O Peter Parker tá bem humorado – e acho que o Andrew Garfield fez um trabalho melhor que o anterior. Tem algumas cenas em que você tem a visão do Spider Homem e que são de arrasar. Eu só esperava um filme mais coerente e não tão previsível e cheio de clichês. Não acho que é pedir demais.

Ah, tem cena pós-créditos. E o 3D não acrescenta muito, pelo menos não percebi quase nada que justifique o desconforto dos óculos e o preço maior.

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Primeiro dilema pós-Kindle.

Eu botei aqui alguns comentários sobre o Kindle, meu mais novo gadget favorito da vida. Hoje me encontro no primeiro dilema pós-kindle: se compro um livro digital ou escolho a cópia natural, física. O livro em questão é Casa Nobre, do James Clavell – o autor de um dos melhores livros que já tive o prazer de ler: Shogun! (em português foi escrito Xógum: a gloriosa saga do Japão, meio tosco, mas esse livro comprova que NÃO se deve julgar um livro pela capa).

O problema de Casa Nobre é que atualmente ele está esgotado aqui no Brasil: só achei na Estante Virtual. Eu não tenho problemas com livros usados, já comprei vários – em fato, talvez meu livro favorito, TOP 1 mesmo, foi comprado num Sebo por R$ 5,00: O Caso dos Dez Negrinhos, da Agatha Christie, que hoje é chamado de E não sobrou nenhum (pra meu desgosto eterno). Voltando ao assunto, o caso é o seguinte: antes eu não tinha a opção do ebook, então ou teria de importar ou comprar no Sebo. Agora eu tenho. Como é que fica?

As opções são as seguintes:

  1. Comprar usado na Estante Virtual: a que mais me agrada, pra falar a verdade. A pena é que as edições já são velhas, coisa de 1987, o que interfere bastante no estado de conservação. Confio mais nos vendedores dali do que no Mercado Livre, mas mesmo assim…
  2. Comprar o livro importado: também é interessante, mas vou acabar tendo aquele problema de perder palavras, e não é algo que queria fazer nesse tipo de livro, que fala muito sobre a cultura do lugar.
  3. Comprar o ebook: sai mais barato que comprar no Brasil, mesmo comprando no sebo. E não tem tempo de frete.
  4. Pegar na locadora bit.torrent mais próxima: não sou moralista, mas sei lá… estranho.

Mais sobre o Ebook: na Amazon ele sai por US$ 8,57, o que deve sair por uns R$ 20; comparado ao importado dá uma diferença interessante quando se considera o frete. E não precisa esperar nada.

Mas o maior problema em comprar o ebook é esse: vou poder emprestar esse livro depois? Eu li esse artigo aqui do GizmodoBR que fala o seguinte:

Um pequeno grupo de livros é “emprestável”, por um período de 14 dias, para qualquer pessoa usando Kindle em qualquer aparelho. É responsabilidade das editoras autorizar, ou não, o empréstimo dos seus livros. (…) O processo do empréstimo é incrivelmente fácil: basta clicar no botão “Loan this book” (“Emprestar este livro”) e preencher o nome e email da pessoa para quem você quer emprestar, além de incluir um recado opcional. A outra pessoa terá 7 dias para aceitar o empréstimo e, depois disso, mais 14 dias para ler o livro antes que ele desapareça do aparelho, possivelmente em uma fumaça de e-ink preta.

Alguns livros possuem essa possibilidade, e como não diz nada na descrição do produto na Amazon, eu acho que não dá. Que merda. Não é como se fosse possível emprestar o Kindle de uma vez para a pessoa (falei que viciei nele). Daí eu vou ter que comprar e, meu irmão que quer ler também,  vai ter que gastar em mais um? Que merda. Daí o barato sai caro, mais caro que o preço da versão em papel.

Então compra na Estante Virtual, você deve estar pensando (e eu também, diga-se de passagem). Mas, só tem uma coisinha. Casa Nobre tem 1478 páginas (até aí tudo bem, não é o primeiro tijolo da estante) e cerca de 1,6kg. Eu vou dizer que depois da praticidade do Kindle, ler um livro assim, principalmente antes de dormir, não me parece muito interessante… é tipo aquele “o que foi visto jamais será des-visto”; quando você se acostuma com algo é mais difícil de voltar a trás (faz um mês que leio exclusivamente no Kindle, 4 livros e contando).

Que merda, não? Eu quero ler no Kindle, mas também quero emprestar. E também quero mais um livro na estante… Se eu comprar o livro na Estante Virtual, será que eu não tenho uma espécie de direito de “alugar” no bit.torrent mais próximo?