Semana 02: A Fortaleza de Sharpe #52semanas

Um grande amigo meu tem uma certa raiva por Bernard Cornwell: o final de cada capítulo ocorre sempre da mesma forma, independente do livro.  E é verdade. É uma fórmula que o autor usa e que funciona – gostar de Cornwell é como gostar de AC/DC: se você gostou de uma música, irá gostar de todas.

A Fortaleza de Sharpe dá continuidade à história do agora Alferes Richard Sharpe, um soldado inglês que acompanha toda a trajetória do Duque de Wellington, general inglês que derrotou Napoleão em Waterloo.  O livro, como podia-se esperar, é fantástico – tudo isso devido em parte pela personagem fascinante que é Sharpe, um soldado corajoso mas com muitas falhas, quem nem sempre faz o que é correto. Achei difícil de abandonar esse livro – pra ter uma ideia terminei a leitura as 5h da madrugada.

A época em que Sharpe se passa é fascinante: o poder bélico vai evoluindo cada vez mais, mas aspectos de tempos mais antigos ainda resistem. Muito embora possuam mosquetes e canhões, as batalhas mais interessantes são aquelas lutadas com espadas.  Bom, isso é óbvio: grandes histórias precisam de espadas.

Semana 01: O Condenado #52semanas

Ano passado eu achei que li pouco, então esse ano vou trabalhar com metas. Quero ler um livro por semana e esse projeto ganhou o nome de #52semanas, devidamente inspirado no #366dias do Nick Elis. Posso dizer que na primeira semana deu certo. Ontem terminei de ler O Condenado, de Bernard Cornwell. Um livro um pouco diferente do que o autor geralmente escreve, mas muito interessante.

O Condenado não se preocupa em contar a história de uma grande batalha ou então de um personagem importante da História – é um thriller histórico, que retrata magistralmente os costumes de uma Londres pós Waterloo, batalha essa que volta e meia é nos mostrada através dos olhos do Cap. Sandman, um soldado inglês que participou das Guerras Napoleônicas e protagonista desse livro. Sua missão é investigar um assassinato e tentar livrar um inocente da forca.

O livro é único, não faz parte de nenhuma trilogia ou algo do gênero, é pequeno (318 páginas) e muito rápido de ler. A história é envolvente, os personagens são cativantes e o final é inesperado. Muito embora seja um livro extremamente linear, em que o acontecimento A leva à B e que B leva à C, a história transcorre naturalmente. Bernard Cornwell possuí uma formula que está presente em todos os seus livros e o resultado disso é uma obra difícil de abandonar.

Assim como todos os livros de Bernard Cornwell, O Condenado está recomendado.

E a Semana 02 começou com um livro que eu estava morrendo de vontade de ler – mais um do Cornwell, claro: A Fortaleza de Sharpe, terceiro volume da saga de 21 livros e a minha favorita.

Protocolo Bluehand: Alienígenas

Logo depois desse Natal, numa manhã de inverno fora de época, eis que chega aqui em casa o meu exemplar do Protocolo Bluehand (#PBha), livro escrito por Eduardo Spohr (A Batalha do Apocalipse) e pela dupla do site Jovem Nerd, Alottoni e Azaghal. Num primeiro momento resolvi não comprar e esperar um pouco, não sou um comprador compulsivo, mas depois dessa entrevista aqui e a vontade de possuir pela primeira vez na vida a primeira edição de um livro com tiragem baixa, aliada ao tema que muito me interessa (e me preocupa), foi mais forte que a minha vontade. Posso afirmar com segurança que o livro superou todas as minhas expectativas e que é um trabalho primoroso, tanto na apresentação gráfica quanto no conteúdo. Fascinante.

Num primeiro momento fiquei insatisfeito com o tamanho do livro. Medindo 18 cm de altura por 15 cm de comprimento, me pareceu pequeno demais. Comparado aos tijolos que li ultimamente, calhamaços de 600 a 1000 páginas, o livro não me pareceu verdadeiramente um livro. Isso, entretanto, mudou conforme comecei a ler. O tamanho mostra-se muito confortável para a leitura, o que, em conjunto com as inúmeras ilustrações e citações, deixa o livro mais dinâmico. Além disso, por se tratar de um guia dividido em tópicos que não são extensos, em diversas vezes li algumas páginas, dei uma pausa de alguns minutos e depois retornei à empreitada. O resultado foi que em poucas horas já havia consumido quase um terço da obra.

A apresentação impecável já começa pela capa, com um alto relevo que simula um musgo ou algo do tipo. É só folhear algumas páginas pra perceber que o livro foi pensado nos mínimos detalhes. A gramatura do papel é extremamente boa, não parece uma folha sulfite ou algo do tipo. As páginas não são amareladas – são brancas. Mas não é um branco qualquer. Com esse livro eu percebi que o editor pode sim mudar a experiência de leitura do leitor – e isso é feito magistralmente no #PBha. As páginas são sujas e rabiscadas, velhas e manchadas de marcas de café – o que as tornam lindas. Sério. A qualidade é tamanha que não raro passei o dedo nas páginas pra ver se não estavam de fato amassadas ou sujas. Você literalmente se sente num universo pós-apocalíptico só por folhear as mesmas.

Os rabiscos e textos marcados e circulados dão a impressão de que o livro foi passado de mão em mão e que você recebeu uma edição comentada, estudada e revisada pelo próprio Bluehand, um ser agora místico. Em algumas páginas há documentos anexados, e a folha impressa imita uma página grampeada ou então unida por um clips. Como não podia faltar, há ainda algumas menções à alguns Nerdcasts (“Meu objetivo é a conquistaaaaaaa”). Sinceramente, acho que nunca tinha visto algo assim na minha vida.

Mas é claro que a qualidade do livro não é evidenciada apenas por aspectos gráficos, o conteúdo também tem de ser impressionante – e é.  O tom utilizado está perfeito, e Spohr mescla com maestria fatos sérios, teorias da conspiração, citações de ufólogos e casos tupiniquins como o ET Bilu. O resultado é um livro que clama pra ser lido. O corpo do texto possui ainda um humor leve e algumas vezes irônico que te faz dar aquela risada de canto de lábio. Não há do que reclamar.

Os títulos e subtítulos são outro capítulo a parte: escritos em caixa alta com uma intensidade mais forte ora numa letra e ora noutra, as palavras remetem imediatamente à uma máquina datilográfica – uma das poucas maneiras de se escrever um guia num mundo pós-apocalíptico, acredito eu. As ilustrações também merecem destaque. Presentes em diversas páginas e com tamanhos variados, são todas em preto e branco e parecem esboços feitos a lápis, outro ponto que incrementa a experiência de leitura, e são ótimas maneiras de complementar ou exemplificar o que foi escrito no livro.

As diversas citações ao longo do livro me agradaram muito – e olha que foram várias. E das mais diversas: Star Wars, Jornada nas Estrelas, Guia do Mochileiro das Galáxias, ET Bilu, Indiana Jones, Albert Einstein, Arnold Schwarzenegger, casos reais entre outros. Além de complementar a história, evidenciam o embasamento – por vezes não tão científico – que o livro teve. Além é claro de ser uma fonte de humor – “Busquem conhecimento!”.

O livro de 336 páginas é dividido em 6 capítulos e 2 apêndices. São eles:

  1. Conhecendo o inimigo;
  2. Modus operandi;
  3. Como combatê-los?;
  4. Contato;
  5. Invasão;
  6. Vitória;
  7. Os ETs e a Sociedade Humana;
  8. Obras recomendadas.

Cada capítulo, por sua vez, é subdividido em tópicos, como espécies alienígenas e precauções básicas, por exemplo. O livro parece muito um manual de RPG, com classes, armamentos, motivações e atitudes, vantagens e desvantagens – tudo aquilo que você espera de um guia definitivo conta a ameaça extraterrestre. Numa das orelhas do livro os autores colocam:

Se o conteúdo deste livro o deixar paranoico e exageradamente psicótico também, saiba que você está no caminho certo.

Acho que eles conseguiram – todo o livro converge para essa reação. É a combinação dos elementos gráficos, das ilustrações, citações e do texto em si. Protocolo Bluehand entrou na minha estante muito mais devido a um impulso consumista do que pela vontade de ler o livro em si. Mas posso dizer que mudei de opinião e o livro tornou-se rapidamente um dos mais queridos da minha coleção.  Agora é só esperar pelo segundo volume: Zumbis! Mal posso esperar.

P.S.: Pra quem não me conhece, ETs são seres que me causam um medo mortal – só de ver um ET em um filme já fico amedrontado. Na verdade eu sempre fujo de qualquer filme ou série que envolva ETs – Distrito 9, embora seja um bom filme, foi uma experiência traumatizante.  Quem sabe agora eu já esteja preparado.

Mais informações sobre o livro, autores, além de um sample de 20 páginas podem ser encontradas aqui.

Vale a pena conferir ainda esse #NerdOffice aqui. Infelizmente o livro já está indisponível, mas vamos torcer pra uma nova edição saia o quanto antes. Meu ultimato: vale a pena, seja você um fã ou não do Jovem Nerd.

[SÉRIES] O que eu vi em 2011

Final de ano é assim mesmo, várias retrospectivas. No post anterior falei dos livros, agora falo das séries. Aqui está o que vi em 2011, o que estou vendo ainda e o que vou ver em 2012 – e tem coisa.

American Idol

Sim, caros amigos, esse ser aqui acabou vendo o American Idol desse ano, principalmente por 2 motivos: Steven Tyler como jurado e um participante rockeiro – bom, isso me fez ver um episódio (a temporada já estava na sua metade final). Gostei e continuei acompanhando. Achei interessante e vou dar mais uma chance no ano que vem. Espero que os jurados permaneçam os mesmos. Não é esse bacon todo, mas é bom. =P

Band of Brothers

Eu não sou muito fã de segunda guerra, mas essa série eu gostei. Foi uma longa jornada pra terminar de vê-la, devo admitir, mas valeu a pena. Embora goste muito mais da parte estratégica de guerras e conflitos, a série mostra com maestria a linha de frente de combate e a realidade dos combatentes. Tudo isso com o selo HBO de qualidade. Série altamente recomendada, pra comprar inclusive.

Battlestar Galactica

Essa série está no meu Top 3 e ocupa a segunda posição. Nunca pensei que uma trama fosse me envolver tanto quanto essa – principalmente uma que é ambientada dentro de uma nave espacial. O melhor é que a série foca nos conflitos humanos – como os seres humanos convivem num universo pós-apocalíptico. É sensacional. Eu recomendo pra todo mundo. Vale a pena.

Breaking Bad

Demorei a começar e custei a gostar, mas tenho de admitir: Breaking Bad é uma das melhores séries atualmente no ar. O único ponto negativo é que é preciso ter força de vontade pra aguentar alguns episódios, que são demasiadamente chatos. Minha dica é: tenha força para aguentar até a metade da segunda temporada – depois você terá que ter forças para parar de assistir. Muito recomendado. Continuar lendo

[LIVROS] O que eu li em 2011

Eu gosto de ler. Muito. Desde sempre. Como eu leio muito, era muito normal chegar o final do ano e eu esquecer quais livros eu tinha lido naquele ano. Foi então que resolvi criar uma lista, anotando o nome de cada livro logo após terminá-lo. Tá funcionando e é legal manter o registro. Comecei a fazer isso ano passado, totalizando 38 livros. Vou colocar a lista aqui – todos estão recomendados.

Livros – 2010

  1. O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel – J.R.R. Tolkien
  2. O Senhor dos Anéis: As Duas Torres – J.R.R. Tolkien
  3. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei – J.R.R. Tolkien
  4. O Hobbit  – J.R.R. Tolkien
  5. O Silmarillion – J.R.R. Tolkien
  6. Dexter: A mão esquerda de Deus – Jeff Lindsay
  7. Querido e devotado Dexter – Jeff Lindsay
  8. O Código Da Vinci – Dan Brown
  9. Freakonomics –  Steven Levitt & Stephen Dubner
  10. A Revolução dos Bixos – George Orwell
  11. Admirável Mundo Novo – Aldus Huxley
  12. 1984 – George Orwell
  13. A Torre Negra Vol. 1: O Pistoleiro – Stephen King
  14. O Ensaio sobre a cegueira  – José Saramago
  15. Cartas na mesa – Agatha Christie
  16. O guia do mochiileiro das galáxias Vol. 1 – Douglas Adams
  17. O guia do mochiileiro das galáxias Vol. 2 – Douglas Adams
  18. O Natal de Poirot – Agatha Christie
  19. Cai o Pano – Agatha Christie
  20. Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie
  21. Roverandom – J.R.R. Tolkien
  22. O guia do mochiileiro das galáxias Vol. 3 – Douglas Adams
  23. As memórias de Sherlock Holmes – Sir Arthur Conan Doyle
  24. O guia do mochiileiro das galáxias Vol. 4 – Douglas Adams
  25. Os três mosqueteiros – Alexandre Dumas, pai
  26. A Torre Negra Vol. 2 – A escolha dos três – Stephen King
  27. Virando a própria mesa – Ricardo Semler
  28. História da Beleza – Umberto Eco
  29. Você está louco – Ricardo Semler
  30. O Iluminado – Stephen King
  31. Um estudo em vermelho – Sir Arthur Conan Doyle
  32. O Signo dos Quatro – Sir Arthur Conan Doyle
  33. A Torre Negra Vol. 3 – Terras Devastadas – Stephen King
  34. O guia do mochiileiro das galáxias Vol. 5 – Douglas Adams
  35. A Torre Negra Vol. 4 – O Mago e o Vidro – Stephen King
  36. O Tigre de Sharpe – Bernard Cornwell
  37. O Triunfo de Sharpe – Bernard Cornwell
  38. A Cabeça de Steve Jobs – Leander Kahney
Mas o post não é sobre 2010 e sim sobre os livros de 2011, este ano que chega ao fim daqui a pouco. Foi um ano muito interessante, embora não tenha chegado nem perto da marca anterior. Comecei, finalmente, a ler livros em inglês, o que foi uma quebra de barreira gigantesca pra mim, além de virar fã de um autor que há pouco tempo nem conhecia. Vamos aos títulos:

[MÚSICA] Campanha Roqueira no Facebook

Ultimamente o Facebook virou um compartilhador de imagens, tirinhas e obscuridades – dá pra se dizer que o social perdeu força. O que começou a me chamar a atenção foi a quantidade de imagens comparando a qualidade musical do Rock à outros gêneros musicais. Gosto muito de Rock e praticamente não suporto qualquer outro tipo de música, mas eu fico pensando: será que precisamos bradar aos quatro ventos que o Rock and Roll é melhor que Axé, Pagode ou Sertanejo?

A maior prova de que o Rock é melhor é a própria história do Rock – ela existe. Ao contrário de outras bandas e de outros ritmos musicais que são passageiros, o rock conseguiu deixar uma marca na história. Hoje é normal vermos jovens fanáticos por bandas de 1960 – 1970, como Beatles e Led Zeppelin, por exemplo. Agora, em qualquer outro gênero – salvo raras exceções – o sucesso é passageiro. E hoje ele acaba cada vez mais rápido. Continuar lendo

[WEB] Twitter no Echofon

Eu gosto muito do twitter. Ao contrário das outras redes sociais, é a que menos é influenciada por essa avalanche de posts e memes do 9gag e afins – se você não gosta, é só não clicar e seguir adiante. O único problema do Twitter é o site – simplesmente a pior maneira de acompanhar os tweets dos seus amigos ou daquelas pessoas que você segue, tudo é meio lerdo, travado e volta e meia dá erro. Não devo ser o único com esse pensamento, já que vários clientes de twitter surgiram por aí. Eu já testei alguns, mas recentemente comecei a usar o Echofon – e não me arrependo.

A maior vantagem do Echofon é que ele é simples e muito intuitivo. Se não me engano, você só precisa logar nele uma vez e pronto – simplesmente funciona. Já estou usando faz algum tempo e aqui vão as minhas impressões: (Você pode baixar o Echofon pra Windows clicando aqui ou na imagem abaixo.)

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