Semanas 03/04/05 – Sharpe em Trafalgar, A Presa e os Fuzileiros de Sharpe #52livros

Gente, que vergonha – faz um bom tempo que não dei as caras por aqui. Mas deixa isso pra lá.

Vou fazer um post triplo agora, falando um pouco sobre os últimos três livros que li. Todos do Bernard Cornwell, claro. Todos do Sharpe, óbvio. (:

Sharpe em Trafalgar

Esse livro é diferente. Ao contrário dos outros, aqui não existe uma batalha em terra firme, não existe um exército britânico. O que existe é a marinha e uma batalha naval. Talvez seja por isso que achei esse o livro mais fraco de todos – sem falar que a orelha do livro conta praticamente metade da história, o que me deixou bem desanimado. É claro que o Cornwell criou personagens bem marcantes, como o comandante Chase e a Lady Grace, mas o livro é muito arrastado – tal qual o movimento de um navio. Foram poucas as coisas que eu gostei, mas ainda assim vale muito a pena ler pelo realismo da batalha de Trafalgar, uma coisa absurdamente interessante.

Ah, uma coisa: acho que eu tive muitos problemas porque não entendo nada de navio, não sei que lado é bombordo ou estibordo, nem como se chama uma determinada parte da embarcação, então fiquei perdido. Se você conhece e gosta do assunto, então vais gostar muito mais do que eu. Não é que seja ruim, mas é que todos os livros do Sharpe são demais, e eu esperava um pouco mais.

A Presa de Sharpe

Sharpe de volta à terra firme! Que livro gostoso de ler. Fiquei muito mais satisfeito com esse do que com o anterior. Começando por sabermos um pouco mais da infância de Sharpe. Além disso, o livro pincela rapidamente a situação que ele enfrenta no novo pelotão dos Fuzileiros, haja vista que agora ele é um oficial subido das fileiras, algo nada fácil. Mas não é aí que o livro brilha – é aonde a história se passa: Copenhague. A cidade e seu povo são tratados de uma maneira muito bonita no livro, confesso que fiquei com muita curiosidade de conhecer um dia o lugar. O livro trata ainda sobre a espionagem nas guerras napoleônicas e o suborno oferecido por britânicos, além é claro de elucidar um pouco mais a participação política nas guerras. O livro é foda e os personagens são bem marcantes – não há do que reclamar.

Os Fuzileiros de Sharpe

Esse, meus amigos, é até agora o melhor livro do Sharpe que eu já li, e confesso que possa ser até um dos melhores do autor. Tenho uma preferência por conflitos humanos do que por batalhas fantásticas, e esse livro fala muito disso. A relação entre os Fuzileiros e o oficial promovido Sharpe é simplesmente sensacional – todas as dificuldades e conquistas estão ali. Além disso o conflito pessoal do próprio Sharpe, que não sabe ainda lidar com seus subordinados, rouba a cena – talvez esse seja o ponto alto do livro.

Não há como deixar de fora que esse, dentre todos os livros, é o primeiro cujo inimigo são os franceses (não vou contar Trafalgar, porque lá era a Marinha Britânica e não o Exército que lutou – e convenhamos, ao ler Sharpe você pensa em exércitos e Napoleão e seu exército, e não nos almirantes que participaram da luta). É ainda a nossa primeira visão de como é um país ocupado por franceses, no caso a Espanha.

Bom, não vou contar mais nada aqui, se você se interessou, pode pegar e ler. Talvez eu não tenha mencionado, mas os livros de Sharpe possuem começo, meio e fim, então é tranquilo conhecer o personagem pelo sexto livro, por exemplo – talvez você vai perder um ou outro detalhe, mas nada que comprometa a história. Na verdade, acho que é isso que eu indico – se você ainda não leu Sharpe, comece pelo sexto livro: se você gostar, pode ir acompanhando os seguintes. Se você gostar muito, leia os anteriores. O nosso único problema é que de 21 livros, só 9 foram traduzidos para português – estou pensando seriamente em pegar os outros 12 em inglês mesmo.

Bom pessoal, valeu pela leitura. A postagem aqui anda meio escassa, mas o projeto de 52 livros no ano continua. Vamos ver até onde eu consigo chegar. Eu até pensei que, agora com a volta da faculdade, talvez seja mais difícil de ler um livro por semana – aí eu pensei que se não der certo vou tentar ler meus livros favoritos em inglês, ou seja: O Hobbit & O Senhor dos Anéis além da heptologia Harry Potter – o que vocês acham?

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Semana 02: A Fortaleza de Sharpe #52semanas

Um grande amigo meu tem uma certa raiva por Bernard Cornwell: o final de cada capítulo ocorre sempre da mesma forma, independente do livro.  E é verdade. É uma fórmula que o autor usa e que funciona – gostar de Cornwell é como gostar de AC/DC: se você gostou de uma música, irá gostar de todas.

A Fortaleza de Sharpe dá continuidade à história do agora Alferes Richard Sharpe, um soldado inglês que acompanha toda a trajetória do Duque de Wellington, general inglês que derrotou Napoleão em Waterloo.  O livro, como podia-se esperar, é fantástico – tudo isso devido em parte pela personagem fascinante que é Sharpe, um soldado corajoso mas com muitas falhas, quem nem sempre faz o que é correto. Achei difícil de abandonar esse livro – pra ter uma ideia terminei a leitura as 5h da madrugada.

A época em que Sharpe se passa é fascinante: o poder bélico vai evoluindo cada vez mais, mas aspectos de tempos mais antigos ainda resistem. Muito embora possuam mosquetes e canhões, as batalhas mais interessantes são aquelas lutadas com espadas.  Bom, isso é óbvio: grandes histórias precisam de espadas.

Semana 01: O Condenado #52semanas

Ano passado eu achei que li pouco, então esse ano vou trabalhar com metas. Quero ler um livro por semana e esse projeto ganhou o nome de #52semanas, devidamente inspirado no #366dias do Nick Elis. Posso dizer que na primeira semana deu certo. Ontem terminei de ler O Condenado, de Bernard Cornwell. Um livro um pouco diferente do que o autor geralmente escreve, mas muito interessante.

O Condenado não se preocupa em contar a história de uma grande batalha ou então de um personagem importante da História – é um thriller histórico, que retrata magistralmente os costumes de uma Londres pós Waterloo, batalha essa que volta e meia é nos mostrada através dos olhos do Cap. Sandman, um soldado inglês que participou das Guerras Napoleônicas e protagonista desse livro. Sua missão é investigar um assassinato e tentar livrar um inocente da forca.

O livro é único, não faz parte de nenhuma trilogia ou algo do gênero, é pequeno (318 páginas) e muito rápido de ler. A história é envolvente, os personagens são cativantes e o final é inesperado. Muito embora seja um livro extremamente linear, em que o acontecimento A leva à B e que B leva à C, a história transcorre naturalmente. Bernard Cornwell possuí uma formula que está presente em todos os seus livros e o resultado disso é uma obra difícil de abandonar.

Assim como todos os livros de Bernard Cornwell, O Condenado está recomendado.

E a Semana 02 começou com um livro que eu estava morrendo de vontade de ler – mais um do Cornwell, claro: A Fortaleza de Sharpe, terceiro volume da saga de 21 livros e a minha favorita.